Google abre inscrições para programa de financiamento de pesquisas de mestrado e doutorado

Estudantes de mestrado e doutorado de toda a América Latina podem se inscrever para concorrer a bolsas de pesquisa financiadas pelo Google a partir desta quinta-feira (2). Pelo oitavo ano consecutivo, a empresa vai premiar projetos de pesquisa ligados à tecnologia com impacto social através do Latin America Research Awards (LARA). 
 
Em 2020, uma das novidades é o lançamento de uma categoria especial para projetos ligados à covid-19. As inscrições, que podem ser feitas através deste link, ficarão abertas até o dia 30 deste mês. De acordo com o diretor do Centro de Engenharia do Google na América Latina, Berthier Ribeiro-Neto, os critérios envolvem projetos relevantes que também tenham impacto local. 
 
Os campos de pesquisa contemplados são: saúde/covid-19; Geo/Maps; interação entre humanos e computadores; recuperação, extração e organização de informações (incluindo gráficos de semântica); Internet das Coisas (incluindo cidades inteligentes); machine learning (aprendizado de máquinas ) e data mining (mineração de dados ); dispositivos móveis; processamento natural de línguas; interfaces físicas e experiências imersivas; privacidade e outros tópicos relacionados a pesquisas na web.
 
Nesta edição do projeto, serão distribuídos US$ 500 mil para financiar os projetos - ou seja, algo em torno de R$ 2,5 milhões. As bolsas variam entre mestrado e doutorado: no caso do mestrado, o estudante deve receber US$ 750 por mês, enquanto o professor orientador recebe US$ 657 mensalmente. 
 
Já no doutorado, os auxílios são de US$ 1200 e US$ 750 para o doutorando e para o professor orientador, respectivamente. Nas duas categorias, o financiamento tem duração de 12 meses. 
 
Nesta edição do projeto, serão distribuídos US$ 500 mil para financiar os projetos - ou seja, algo em torno de R$ 2,5 milhões. As bolsas variam entre mestrado e doutorado: no caso do mestrado, o estudante deve receber US$ 750 por mês, enquanto o professor orientador recebe US$ 657 mensalmente. 
 
Já no doutorado, os auxílios são de US$ 1200 e US$ 750 para o doutorando e para o professor orientador, respectivamente. Nas duas categorias, o financiamento tem duração de 12 meses. 
 
No ano passado, o LARA teve o número recorde de inscrições - foram 679 concorrentes, sendo que 25 projetos de pesquisa foram selecionados. Desses, 15 eram do Brasil, cinco eram da Colômbia; dois da Argentina; 2 do Chile e um do Peru. 
 
“Todo ano, o Brasil tem cerca de dois terços dos projetos aprovados, porque é um dos poucos países da região que tem programa de suporte à formação de mestres e doutores executado de forma sistemática ao longo dos últimos 50 anos. Quando você faz isso por 50 anos, você cria um ecossistema e olha para projetos de densidade, de boa qualidade”, diz Ribeiro-Neto. 
 
Ver esse ecossistema local se desenvolver é um dos objetivos do programa até para que o escritório local do Google floresça. “Uma das coisas notáveis do Brasil é que o país tem conseguido executar esses programas de formação atravessando períodos de ditadura, redemocratização e vários ciclos econômicos. Não é a primeira vez que a área de pesquisa sofre cortes. Mas o número de doutores hoje é muito maior. É importante pensar em ciclos longos e torcer para que esses programas sejam mantidos”, analisa.
 
Entre os vencedores de 2019, a maioria era de universidades das regiões Sul e Sudeste. Apenas um dos 15 era da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no Nordeste. 
 
Como o valor das bolsas é diferente para mestrado e doutorado, o númro de projetos escolhidos pode variar entre 20 e 25. Desde que o programa foi criado, mais de 120 projetos foram apoiados com o investimento de US$ 3,5 milhões. Os vencedores serão escolhidos por um comitê formado por engenheiros do Centro de Engenharia do Google em Belo Horizonte.
 
*Fonte: Correio da Bahia